autoria, edição e produção de Augusto Moura Brito

20
Mai 17

Foi com estupefação que li na última edição (março/abril 2017, na página 7) do jornal Garganta de Loriga o artigo com o título - Bolo negro. A origem?

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 Sempre refugiado na interrogação metódica, vai terminar com a sua convicção: O Charroset é o antepassado do Bolo Negro de Loriga?
A origem do Bolo Negro de Loriga, desconheço-a, talvez por isso nunca esteve nas minhas cogitações narrativas nem tão pouco tecer qualquer comentário nem abonatório, nem de refutação ou nem mesmo de orientação histórica da sua origem. Qualquer comentário alternativo ou mesmo ponto de vista sobre a sua origem que se alinhave - penso que não passou disso mesmo - o seu autor refere mesmo “… vamos tentar descobrir a sua origem…” ou elaborar qualquer tese, exige uma investigação cuidada, como por exemplo tomar contato com as fontes sejam orais ou escritas e, só muito depois deste trabalho demorado e racional, é que se avança.
O autor quando inicia a sua narrativa e pretende associar a presença do Bolo Negro a um ato singular como o de o encontrar e fazer a sua presença obrigatória nas bandejas no período pascal, é reduzir e minimizar o seu significado e importância. O Bolo Negro sempre foi o bolo que se apresentou às amigas e aos amigos em muitos momentos de festa, como sejam nesses em que descreve ou, em aniversários, batizados e em casamentos onde nunca faltou. Recordo-me muito bem quando criança a minha mãe e outras mães e, sempre em momentos festivos, levarem todos os preparativos para o forno, por sinal o único que ainda persiste em Loriga - próximo do largo do pelourinho - e aí, colocá-lo juntamente com a broa. Era com júbilo e muita satisfação que todos assistiam à sua saída da boca do forno.
Transferir e estabelecer uma ligação do Bolo Negro às comunidades Sefarditas, confesso que nunca tinha ouvido tal tese, nem lido e verificado em nenhum texto, duvido mesmo que essas comunidades ainda bem vincadas em Belmonte, tenham conhecimento do que é um Bolo Negro; vislumbrar no ritual da Páscoa judaica e na nova simbologia dos rituais marranos sem a apresentação de documentos, é conferir um atestado de nulidade à investigação científica que se vai realizando.
Loriga, salvo ainda poder surgir em qualquer documentação que me tenha escapado, nunca vi qualquer referência e ligação de Loriga às comunidades judaicas. Se houve, onde se encontram as fontes?
Para terminar pergunto! Onde está a documentação em que possamos analisar e convictamente afirmar que o Charroset é o antepassado do Bolo Negro de Loriga? É importante disponibilizar as fontes!…
Não alinhamos em suposições!
Confundir não será certamente o nosso lema!
A verdade histórica é a nossa metodologia!
Loriga… merece-nos MUITO!


Augusto Moura Brito
     14/05/2017

 

publicado por sacavem-actual às 09:27

09
Mai 17

 

Partilho agora convosco um saber que arrasará muitos:


“…O que hoje se tem escrito sobre os Lusitanos baseia-se exclusivamente num conjunto de referências episódicas disseminadas nos textos clássicos, com algumas descrições geográficas do seu território, naturalmente interessantes, mas infelizmente pouco úteis para ajuizar sobre o seu quotidiano, e um inúmero de inscrições epigráficas, todas do período romano, que nos fornecem algumas indicações toponímicas, diversas menções às divindades que veneravam, grande cópia de informações de caráter onomástico, mas não mais do que isso. Este desconhecimento levou à cristalização de certos lugares-comuns e ideias feitas, sem que a informação disponível se possa considerar suficiente para os documentar solidamente…”.


Importa por isso ter muito cuidado naquilo que se lê e vê …na bibliografia escolhida.

Muito provavelmente A RECRIAÇÃO HISTÓRICA que vai ocorrer nos dias 31 de julho e 1 e 2 de agosto vai estar mais próxima do substrato histórico deixado pelos clássicos do que da investigação arqueológica que é diminuta e rara.


Não obstante, deixo aqui algumas das fontes escritas:
     • Descrição geográfica efetuada por um navegador de Massália (atual Marselha) cerca de 520 a. C.
     • As referências episódicas de Heródoto de Halicarnasso na 2.ª metade do séc. V a. C.
     • A “Geografia Geral” da autoria de Artemidoro de Éfeso no século II/I a. C. 
     • A “Biblioteca Histórica” escrita durante o século I a. C. por Diodoro Sículo, historiador e autor. 
     • A “Geografia” de Estrabão do século I a. C. que considerou Viriato como líder dos celtiberos.
     • Inscrição constante no CIL II 760 onde se reafirma que foi com os impostos pagos por estes povos (populi) que se construiu a ponte romana (ano 106 a. C) de Alcântara que ligava Norba (Cáceres) a Conímbriga.
     • A “Orla Marítima” de Rúfio Festo Avieno século IV d. C baseada na descrição do navegador de Massália. Esta fonte escrita enferma de grandes omissões, sobretudo da presença dos Fenícios e Cartagineses nesta área da Península Ibérica.
Esta é a informação disponível que consideramos mais importante!…

 

Augusto Moura Brito

      08/05/2017

publicado por sacavem-actual às 09:53

17
Mar 17

Do Dicionário da História de Portugal retirámos esta descrição realizada por Estrabão:

Armas
Segundo a descrição de Estrabão os lusitanos usavam a “Caetra” – pequeno escudo redondo de 2 pés de diâmetro, côncavo na face exterior, que era sustentado por correias, sem braçadeiras nem asa para a mão e cuja finalidade essencial não era cobrir todo o peito, mas intercetar os dardos e setas atirados pelo inimigo.
Usavam também o punhal ou sabre e a espada, o dardo ou lança de arremesso, todo de ferro ou apenas metade e a lança ponta de bronze para a estocada. Protegiam o corpo com uma couraça feita de um tecido muito espesso de linho e a cabeça com um capacete metálico de três penachos, ou então de couro, e, para cobrirem as pernas, usavam grevas ou polainas, de couro ou de tecido.
Costumes e gastronomia
Sobre os costumes diz-nos que eles untavam o corpo; que usavam banhos de vapor, lançando água sobre pedras enrubescidas ao fogo, e tomavam em seguida o banho frio; que se alimentavam apenas uma vez ao dia, com uma comida simples, mas naturalmente abundante. Bebiam apenas água ou também, por vezes, uma bebida fermentada, espécie de cerveja “caelia” e raras vezes o vinho; que faziam de bolota seca, pisada e moída, um pão de que se alimentavam durante duas terças partes do ano; que, em vez de azeite, usavam manteiga; que o sal era vermelho, mas depois de triturado ficava branco, naturalmente sal-gema; e, finalmente, que a comida era passada de mão em mão aos comensais, sentados em roda, em bancos de pedra, dando-se a primazia às pessoas de mais idade ou de maior categoria, e serviam-se de vasilhas de madeira, “à maneira dos celtas” como também das de barro.
Continua a descrição e diz-nos ainda que estes povos praticavam sacrifícios humanos e, quando o sacerdote feria o prisioneiro de guerra com um golpe no ventre, faziam seus vaticínios, conforme o modo como a vítima caía por terra; depois examinavam a palpitação das tripas sem as arrancarem e apalpavam as veias do peito, tirando desse exame seus augúrios. Aos cativos cortavam as mãos, oferecendo aos seus deuses as direitas. Sacrificavam a Ares, deus da guerra, não só os prisioneiros, como igualmente cavalos e bodes, e praticavam hecatombes, como fizeram, por exemplo nos funerais de Viriato, segundo a descrição de Apiano.
Dormiam no chão, sobre palha e apenas cobertos com o sagum, que era o manto ibérico, de lã; o vestuário dos homens era escuro, o das mulheres com bordados policromos; usavam, como as mulheres, os cabelos compridos, que, durante o combate, prendiam com uma faixa atada sobre a fronte; em lugar da moeda utilizavam pequenos pedaços de prata cortados a cinzel, ou procediam à troca de mercadorias.
Praticavam exercícios ginásticos, como o pugilato e corridas, bem como simulacros de combate, a pé ou a cavalo; gostavam de bailar em danças de roda, homens e mulheres de mãos dadas, ao som de flautas e cornetas, e davam saltos, caindo sobre os joelhos dobrados; cada qual tinha apenas uma só mulher. Colocavam os enfermos à margem dos caminhos, para que eles pudessem consultar os transeuntes que por acaso tivessem já sofrido da mesma doença.
Usavam barcos feitos de couro ou monóxilos, de um tronco de árvore; porém, tais barcos eram já raros… Os condenados à morte eram arrojados do alto dos rochedos aos precipícios e os parricidas eram apedrejados e expulsos dos limites do território. Estrabão termina a sua narrativa afirmando que a falta de cultura e o selvagismo destes bárbaros montanheses, tanto lusitanos, como calaicos, ástures, cântabros e vascónios, eram devidos aos seus hábitos e também ao facto de a sua vida decorrer em lugares afastados, onde era difícil chegar.

In, SERRÃO, Joel direção (1975). Dicionário da História de Portugal. Porto: Iniciativas Editoriais.

 

Augusto Moura Brito

     17/03/2017

 

publicado por sacavem-actual às 22:49

17
Fev 17

Ocupação espacial e vivências…

Estamos perfeitamente conscientes de que o fenómeno de sociabilidade destes povos foi sempre ditado por necessidades de sobrevivência… A especificidade de um certo modo de ocupação do espaço, a originalidade de um tipo de habitat cuja longa sobrevivência não pode explicar-se senão pelo caráter estacionário da organização social e da vida económica, transportam-nos para uma abordagem onde se procura fazer a evolução das formas de ocupação e de convivência espacial.
Se estas questões constituem um fator determinado pelo tempo ou pela necessidade de adequação a uma nova realidade, estamos sobretudo a pensar nesta última, porquanto a investida dos romanos durante as campanhas de Décimo Júnio Bruto exigiu que houvesse uma necessidade de levar à consecução uma adequada e mais eficiente “plataforma” dos aspetos defensivos, através do uso generalizado da pedra na construção das casas - até aqui eram fabricadas usando só os materiais vegetais – como também na adoção do torno de oleiro pois a única e principal modo de vida até então era a atividade pastoril, principalmente cabras, ovelhas, bois e porcos e, em especial, os cavalos. Praticavam a caça e a pesca. Há fontes que afirmam que os Lusitanos utilizavam o arado, cultivavam o trigo, o linho, de que teciam couraças, referido por Estrabão na sua Geografia, a vinha e a oliveira, sendo famosas, pela sua doçura, as suas azeitonas secas e alguns frutos, como as cerejas.
A atividade militar neste território levou indubitavelmente à alteração do “modus vivendi” e “modus faciendi” desta população pelo que a edificação de castros no cimo das elevações ou no meio de dois cursos de água obrigou estas tribos a ter um “modus operandi” diferente e mais adequado ao contexto de investidas permanentes, muito da feição de Viriato. Determinado por este desiderato as plantas, as dimensões e a articulação das casas demonstram um caráter lato da unidade familiar, constituída pelo agregado de famílias simples ou nucleares descendentes do mesmo tronco e residentes no mesmo espaço, por vezes murado e com pátio que servia a todos para o desempenho de pequenas atividades agro-pastoris. Não se conhece na área dos castros nenhuma praça pública, centro cívico ou templo revelando por isso uma simplicidade de organização social.
Ainda quanto à construção das casas e muralhas usavam, para cortar a pedra, os picos e cunhas. No fabrico de armamento ofensivo incluem-se as espadas e punhais geralmente afalcatados1, as pontas de lança e ponteiras ou chuços. Como armas defensivas temos os capacetes, os escudos redondos e pequenos (caetra).
Muito pouco se sabe sobre a prática de cultos religiosos. Porém, podemos adiantar que eles se resumiam à divinização de elementos celestes e das águas, fontes, rios, montes, rochedos e outros seres e forças da natureza. Os teónimos mais vulgares são de culto local, como: Banda, Cosus, Nabia e Reva. O culto dos mortos restringia-se à realização de ritos de incineração depositando posteriormente as cinzas no interior das habitações em pequenas fossas de planta circular com paramentos de alvenaria ou em recintos próprios no exterior da casa, mas dentro do núcleo familiar. O funeral de Viriato datado de 139 a. C., descrito por Diodoro Sículo e Apiano são a confirmação dessa prática corrente: "O cadáver, magnificamente vestido, foi queimado numa pira, onde sacrificaram numerosas vítimas, enquanto os soldados corriam em volta, formados, empunhando armas e cantando, à maneira bárbara, as suas glórias em honra do herói. Por fim, duzentos pares de guerreiros efetuaram simulacros de combates e não abandonaram o local enquanto o fogo se não extinguiu por completo”.

 

1 Recolhidos em bolsas de vegetais (numa fase inicia) ou em peles de animais (fase posterior).


Augusto Moura Brito
    17-02-2017

 

publicado por sacavem-actual às 10:19

16
Fev 17

É comum aceitar-se o etnónimo Lusitanos como o conjunto de diversas tribos instaladas na zona de entre o Douro e Tejo, limitada a ocidente pelo Caramulo e o Buçaco, integrando a serra da Estrela e a Beira Baixa. Quando os romanos no século II a. C invadiram esta parte do que é hoje o território português, estavam aí - conforme é referido numa inscrição e corroborado por Plínio - instalados diversos povos: os Igeditanos (Igaeditani), os Taporos (Tapori), os Celarnos ou Colarnos (Coilarni), os Lancienses Transcudanos (Lancienses opidanos), os Meidubrigenses (Meidubrigensis), os Aravi, os Arabrigenses, os Pésures e outros ainda possivelmente.
Sabemos da existência destas tribos porque são referidos numa inscrição (CIL II 760) onde se afirma que foi com os impostos pagos por estes povos (populi) que se construiu a ponte romana de Alcântara que ligava Norba(Cáceres) a Conímbriga. Esta ponte foi mandada construir no ano 106 em honra ao imperador Trajano, nascido na Hispânia e a responsabilidade pela construção, o engenheiro Caio Júlio Lacer (cristianizado na Idade Média com o nome de São Julião). A questão da organização territorial e estratégia militar continuava a ser uma pretensão dos romanos para possibilitar a continuidade da política de integração dos povos dominados, daí terem atribuído o nome de Lusitânia (Lusitani) a esta nova unidade geo-política.
A origem dos Lusitanos ainda hoje não está totalmente esclarecida. Embora não fique afastada a hipótese de serem considerados povos iberos ou mesmo lígures, as últimas escavações em castros lusitanos e a análise de alguns elementos idiossincráticos como a religião, a onomástica e alguns topónimos, fornecem-nos indícios de que se trata de um povo celta. É assim que vamos considera-los, quiçá, influenciados por Diodoro Sículo, historiador e autor da sua única obra a “Biblioteca Histórica” escrita durante o século I a. C. Porém, temos conhecimento que Artemidoro de Éfeso do século II/I a. C. (na sua obra “Geografia Geral" apelidou os Lusitanos de Belitanos (mapa da esquerda) e Estrabão (mapa da direita) do

Mapa da Europa segundo Estrabão.jpg

Papiro de Artemidoro segundo Kramer.jpg

 

século I a. C. (na sua obra “Geografia”) considerou Viriato como líder dos celtiberos. Por último, referimos o contributo de Rúfio Avieno do século IV ter-nos deixado na sua obra “Olra Marítima” onde faz uma descrição geográfica das costas europeias - desde a atual França até à Península Ibérica - e onde  pela primeira vez  aparece o termo  Lusis ou Lysis, chamando-os de “pernix” que significa ágil e rápido.
Sendo Viriato e Sertório - general romano que assumiu o comando dos Lusitanos após o assassinato de Viriato - as personagens com mais notoriedade dos Lusitanos, outros terão existido, como: Punicus, Cæsarus, Caucenus, Curius, Apuleius, Connoba e Tantalus.

...vai continuar!

 

 Augusto Moura Brito
     16-02-2017

publicado por sacavem-actual às 12:15

24
Jan 17

O livro, Da Philarmonica Loriguense à Sociedade Recreativa Loriguense: um percurso histórico (1906 – 2016) da autoria de Augusto Moura Brito é um estudo histórico e resulta de uma pesquisa de quase dezasseis meses de intenso trabalho investigativo. A obra está estruturada em 13 (treze) temas 23 (vinte e três) capítulos e 20 (vinte) subcapítulos onde é tratada com minucia a história da Banda Filarmónica de Loriga desde a sua fundação (1906) até ao ano de 2016, portanto 110 anos de existência e de incomensuráveis histórias que ocorreram em muitos espaços e lugares.
A estrutura da obra:
No primeiro e segundo temas aflora-se a história das Bandas Filarmónicas na Europa e em Portugal e uma breve síntese da história de Loriga.
No terceiro e quarto temas edifica-se a origem da Sociedade Recreativa e Musical Loriguense, as biografias dos fundadores, os corpos sociais, as casas e sedes, o reportório, os maestros, os instrumentos, os músicos e os fardamentos com um acervo iconográfico importantíssimo.
No quinto e sexto aborda-se a importância da escola de música e as deslocações mais importantes e significativas.
No sétimo e oitavo presta-se uma homenagem aos músicos com 50 anos e relatam-se episódios ao longo dos 110 anos da sua existência.
Os restantes constituem o epílogo da obra com a inclusão de algum acervo.
O livro representa:
- a história de um percurso musical e cultural digno e repleto de muitas memórias e vivências que o tempo e a mente ajudaram a corporizar…
- a visibilidade e a marca identitária de uma Instituição, que soube durante todos estes anos ser um veículo de difusão de Loriga e da sua comunidade, caraterizada pelo seu espírito obreiro, pela sua qualidade hospitaleira e pelo seu pendor de devotar aos outros… durante o seu quotidiano vivencial… muita amizade.
- O apego e a importância dos loriguenses no Brasil na fundação da Banda.
Ao longo destes longos anos, procurou-se contextualizar as múltiplas vivências de todos os seus intérpretes com registos da história local e comunitária, de modo a conduzir o leitor a compreender melhor alguns dos episódios que comportam os conteúdos das narrativas levando-o a interpretar mais convenientemente o presente à luz do conhecimento do passado.
Segundo o prof. e maestro Sérgio Brito, cito:
“(…) é uma obra de uma riqueza de conteúdos notável e de grande rigor histórico. Dada a objetividade e profundidade da investigação e a abrangência dos seus conteúdos, deverá ser muito mais que um simples livro, devendo constituir-se como uma ferramenta de estudo e de consulta obrigatória.
Ao tratar-se da primeira narrativa impressa da nossa Banda de Loriga, será certamente um passo importante para que a sua história não se perca, pois é claro e evidente que importantes testemunhos e documentos desapareceram (…)”.
Segundo o dr. José Mendes, cito:
“(…) o livro - pela sua notável riqueza temática e densidade informativa, pela sua assinalável coesão expositiva e pela sua grande objetividade e rigor na descrição dos factos, com identificação das fontes - pode tornar-se uma obra de referência, de consulta útil, que muito ajudará à elaboração de outros trabalhos de investigação sobre Loriga. Ressalvando os naturais constrangimentos epistemológicos, que possam surgir, este livro desbrava algum caminho, para quem ousar escrever uma monografia sobre Loriga (…)”.


Augusto Moura Brito

    24/01/2016

publicado por sacavem-actual às 19:22

22
Jan 17

Desde a baixa idade média que a economia de Loriga assentava numa agricultura rudimentar, na pastorícia e na cultura da castanha para, nos primeiros anos de 1500, passar a ser um importante centro de tratamento e comercialização de panos e lã. A cultura do milho grosso em socalcos e a indústria têxtil chegam mais tarde, durante os séculos XVIII e meados do século XIX, respetivamente.
Sabemos que Sebastião de Figueiredo por carta de 19/06/1536 era escrivão das sisas dos panos de Loriga, Alvoco da Serra e Vila Cova e que em 27/5/1562, o seu filho Henrique de Figueiredo, veio a suceder-lhe no cargo.
Cerca do ano de 1600 Francisco Mendes nascido em Loriga em 14/1/1638 e casado em Valezim viveu de sua fazenda e trato de lã.
Alexandre Mendes, batizado em Loriga em 21/9/1649 e casado em Loriga em 3/4/1673, vivia da sua fazenda e dinheiro à razão de juro, ainda que nos anos anteriores vivesse do seu trato de panos de lã, que era o negócio da terra.
António de Figueiredo, falecido em 26/9/1698 e casado com Maria da Fonseca, natural de Loriga, é referido que aí viveram da sua fazenda e trato de lã. O seu filho Miguel de Figueiredo da Fonseca, batizado em Loriga em 29-9-1657, também viveu de sua fazenda e trato de lãs. O seu filho Manuel Mendes de Figueiredo, batizado em 1721, foi tabelião em Loriga e familiar do Santo Ofício, viveu do contrato de lãs e panos.
Também João de Figueiredo casado em Loriga em 17/9/1697, viveu em Loriga onde era mercador de panos e, casado com Maria Mendes, batizada em Loriga em 13/4/1677, filha de Manuel João, batizado em Loriga em 25/3/1638, contratador de panos de lã.

Augusto Moura Brito

       22/01/2017

publicado por sacavem-actual às 10:04

04
Jan 17

 

Em Sacavém o Partido Socialista continua a ser uma trapalhada!
Finalmente a justiça, embora morosa e embaraçosa, ditou JUSTIÇA…
Ocorre neste dia – 4 janeiro 2017 – a tomada de posse do novo Presidente da Junta de Freguesia, porque o reeleito há 3 anos PERDEU a cadeira.
Como é possível que os dirigentes locais, NÃO tenham tido o discernimento adequado para obviar um escolho que eles próprios provocaram?
Já lá vai o tempo em que o ultraje das leis foi DOGMA!… Hoje, os tempos, as pessoas, as realidades e os contextos são outros e a boa-fé, há muito que deixou de funcionar…
Urge acreditar nas competências e nos saberes que o racionalismo foi concebendo e NÃO no amiguismo e no compadrio caseiro e doentio institucionalizado.

 

Nota: 

O facto NÃO se viria a consumar porque o autarca e presidente Filipe Santos apresentou uma providência cautelar, levando a assembleia de freguseia a cumprir tal decisão.

Vamos ver como este imbróglio vai terminar...

A. Moura Brito

  04-01-2017

publicado por sacavem-actual às 19:45

16
Nov 16

Desde a baixa idade média que a economia de Loriga assentava numa agricultura rudimentar, na pastorícia e na cultura da castanha para, nos primeiros anos de 1500, passar a ser um importante centro de tratamento e comercialização de panos e lã.

A cultura do milho grosso em socalcos e a indústria têxtil chegam mais tarde, durante os séculos XVIII e meados do século XIX, respetivamente.
Sabemos que Sebastião de Figueiredo por carta de 19-06-1536 era escrivão das sisas dos panos de Loriga, Alvoco da Serra e Vila Cova e que em 27-5-1562, o seu filho Henrique de Figueiredo, veio a suceder-lhe no cargo.
António de Figueiredo, falecido em 26-9-1698 e casado com Maria da Fonseca, natural de Loriga, é referido que aí viveram da sua fazenda e trato de lã. O seu filho Miguel de Figueiredo da Fonseca, batizado em Loriga em 29-9-1657, também viveu de sua fazenda e trato de lãs. O seu filho Manuel Mendes de Figueiredo, batizado em 1721, foi tabelião em Loriga e familiar do Santo Ofício, viveu do contrato de lãs e panos.
Também João de Figueiredo casado em Loriga em 17-9-1697, viveu em Loriga onde era mercador de panos e, casado com Maria Mendes, batizada em Loriga em 13-4-1677, filha de Manuel João, batizado em Loriga em 25-3-1638, contratador de panos de lã.
Cerca do ano de 1600 Francisco Mendes nascido em Loriga em 14-1-1638 e casado em Valezim que viveu de sua fazenda e trato de lã.
Alexandre Mendes, batizado em Loriga em 21-9-1649 e casado em Loriga em 3-4-1673, vivia da sua fazenda e dinheiro à razão de juro, ainda que nos anos anteriores vivesse do seu trato de panos de lã, que era o negócio da terra.

 

A. Moura Brito

16nov2016

publicado por sacavem-actual às 19:21

03
Set 16

No 3 de setembro de 2016… as Gentes de Vilar Maior e de Loriga ficaram mais próximas e, quiçá, mais solidárias e unidas!

Neste dia de muita alegria e satisfação, é com imenso prazer e regozijo que se coloca numa das ruas, uma placa toponímica com o nome da Banda Filarmónica de Loriga. Decerto que as gentes vão ficar satisfeitas e o tempo vai acabar por imortalizar tão magnânimo evento…

Sabemos que este gesto de atribuir um nome a uma rua e ainda mais à instituição S.R.M.L. - Sociedade Recreativa e Musical Loriguense - nos enche de muito orgulho, ao ponto de o consideramos eloquente, elegante e de uma generosidade que os nossos corações ficam mais enobrecidos e enriquecidos de amor e muita paixão por esta vila e pelas suas gentes.

Este ato cerimonial é tão insigne e tão sublime quanto revelador do apego, da intimidade, da amizade e entusiasmo entre as gentes de Vilar Maior e os músicos da Banda da S.R.M.L. que nutrem desde 1954 - ano da 1.ª deslocação da Banda Filarmónica de Loriga.
Estamos orgulhosos pelos músicos da Banda Filarmónica de Loriga, que souberam ao longo destes anos fazer da partilha e da solidariedade, nos bons momentos e nos menos bons, os verdadeiros elos e testemunhos de uma qualidade maior e de uma grandeza que ninguém pode duvidar ou omitir. Temos a consciência de que a VIDA é efémera e que muitos já partiram, mas o seu desejo certamente também era este de permanecerem TODOS e mais uma vez dignificarem a FÉ ao SENHOR!
O sentimento que se vai exteriorizar doravante por este ato de que nos honramos, é uma prova inequívoca da nossa união de vontades e prazeres comuns perante O Senhor dos Aflitos e a sua… nossa Festa.
A honra e a dignidade musical de muitos músicos que, desde o ano de 1954 atuaram e rejubilaram, são agora perpetuadas…

 

   Augusto Moura Brito
3 de setembro de 2016

publicado por sacavem-actual às 22:23

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