autoria, edição e produção de Augusto Moura Brito

07
Mai 12


A praia fluvial de Loriga é hoje e decerto será durante o tempo que durará a votação para a escolha das “7 Maravilhas – Praias de Portugal”, a força e o leme de um desenvolvimento que se deseja, pretende, exige e achamos imperioso de elencar nas iniciativas complementares de valorização intrínseca da natureza da serra da estrela.

Todo o espaço natural que envolve a vila de Loriga, se apresenta envolto num manto rochoso granítico, secundado com uma tipicidade inigualável de socalcos de produção humana tão peculiares que, durante milénios, serviram de apoio e suportaram as primeiras iniciativas sócio económicas das comunidades autótones – a pastorícia e a agricultura de montanha.

A partir dos meados do século XIX, a indústria têxtil passaria a ser o principal eixo do seu desenvolvimento, quiçá, a sua principal estrutura económica em complementaridade com as atividades tradicionais. Contudo, com o encerramento das unidades de lanifícios, a partir do ocaso do 2º milénio e o início do 3º milénio, as populações locais - aqueles que não emigraram ou os que viram o seu regresso como um fato consumado – têm felizmente norteado as suas apostas, no turismo de montanha em compaginação com uma valorização dos recursos endógenos associados à natureza e ao ambiente.

Se no passado os recursos da região foram a fonte dinamizadora do sucesso, hoje vislumbramos a praia fluvial como o agente e a catapulta valorativa do futuro desta vila e das suas gentes.

Quando vemos os nossos autarcas, honrarem com orgulho as gentes, a memória e o imaginário loriguense, pensamos também numa alternativa que o compromisso loriguense deve e merece ter disponível no rol das terras cuja memória está associada a um legado histórico que lhe é singular e a ajuda a identificar e a caraterizar.

Falamos obviamente da instalação do museu dos lanifícios em Loriga.  

Com este triunfo, é certamente já um triunfo, a dignidade, a humildade e a inteligência com que o presidente Filipe Camelo e a vereadora Cristina Sousa da câmara municipal de Seia representaram e apresentaram uma das mais belas e típicas praias fluviais de Portugal, desejávamos nós loriguenses que, consubstanciassem e materializassem de igual modo esse desígnio museal e museológico demasiado arreigado ao imaginário dos loriguenses.

LORIGA dignificará tal honraria como o tem materializado até hoje, ajudando a potenciar e a valorizar o município de Seia como o fez com este merecido registo da praia fluvial.

Estamos certos que o continuará a fazer com o futuro museu dos lanifícios.

 

Augusto Moura Brito

    maio 2012

publicado por sacavem-actual às 23:53

11
Mar 12

 

Estamos todos de PARABÉNS!

 

A ANALOR (Associação dos Naturais e Amigos de Loriga) está em FESTA.

Os loriguenses estão orgulhosos e sentem-se muito regozijados pelo trabalho desenvolvido, durante estes 25 anos, por todos os que dirigiram e sentiram LORIGA enquanto diretores desta associação.

LORIGA e os loriguenses agradecem muito reconhecidamente a defesa, a preservação e a divulgação da memória coletiva que a ANALOR tem sabido inteligentemente levado a efeito da nossa terra – LORIGA.

Desde a sua fundação que tem sido visível no ADN dos seus diretores, o cultivo promocional das tradições de LORIGA e das suas GENTES: exemplos disso, foram as inúmeras iniciativas concretizadas durante este quarto século de existência e de vida associativa, cultural e recreativa em Sacavém.

A cultura das gentes de LORIGA e o associativismo interventivo da ANALOR, tem sido o horizonte norteador da sua intervenção no município de Loures e, assumidamente reconhecido pelos dirigentes autárquicos, quer na consideração e exaltação das suas atividades realizadas, com destaque para a Semana serrana, quer no apelo à sua participação em eventos municipais.

 

O nosso espaço é, e será doravante, o vosso espaço!


Também neste dia, é sempre bom recordar e homenagear, todos aqueles que lutaram e trabalharam abnegadamente nesta Associação sem nunca pedirem em troca o que quer que fosse. Quero hoje transmitir-lhes que foram também GENTE BOA e que deram o que sabiam de melhor em prol de muitos!

 

O nosso orgulho e a nossa estima para todos eles.


Neste dia também não esquecerei nunca, aqueles que hoje não se apresentaram disponíveis e que comigo e connosco partilharam esta tarefa de – constituir uma Associação de loriguenses.

Lembro num primeiro momento; o Mário Gonçalves (meu tio), o José Pina (meu primo), o dr. António Bastos e o dr. Cândido Marcos (1º Presidente da Assembleia Geral) e, mais tarde, o Mário Pina (tesoureiro).

Para todos eles o meu requiem de saudação eterna.


A ANALOR… tem hoje um património de gestos e vontades que não devemos descuidar! A sua intervenção por uma sociedade solidária é também um papel que não devemos omitir, não esquecendo os vários papéis de voluntariado que hoje, nunca serão demais, para fazer face aos caminhos das políticas económicas neoliberais. A nossa energia terá também de ser canalizada para os vetores de crise que Portugal e a Europa vivem e que os seus dirigentes, nos seus gabinetes ministeriais, não têm sabido encontrar as matrizes mais consentâneas para a sua resolução. Algum conformismo ou insensibilidade pelo estado social, são objetivos que se vão sobrepondo a opções teocráticas colocadas como alternativas e que afinal constituem sinais de ultraje e rejeição para quem mais precisa e necessita.

Teremos de saber encontrar as respostas mais hábeis e suportadas na agilização dos nossos recursos e na sustentabilidade das micro e pequenas empresas.

CRIANDO… CRIAREMOS O NECESSÁRIO!

 

Para terminar… um desígnio sincero!

A ANALOR… é também hoje o laço de união de muitos loriguenses e amigos de LORIGA. Sê-lo-á certamente também no futuro, se alguns se desfizerem de comodismos individuais e, apoiarmos mais as causas e as iniciativas da ANALOR.

ANALOR … SEMPRE!                                                                    

                                                                         

                                                             Augusto Moura Brito

                                                                11 março 2012

publicado por sacavem-actual às 19:26

11
Fev 12

(Nascimento)

 

Pela grande afinidade e bom relacionamento que tinha com o meu tio Mário Gonçalves da Cruz, ia com alguma assiduidade, a pretexto de falarmos sobre Loriga e a suas gentes, à sua barbearia situada na rua dos combatentes da grande guerra em Sacavém…

Falávamos insistentemente da necessidade da criação de uma associação de loriguenses, com objetivos bem claros onde a união, o convívio, a defesa, a preservação e o engrandecimento, entre outros, de Loriga, fossem materializados e projetados com a dimensão nacional que fosse possível!...

Corria o ano de 1986, creio que em meados de Fevereiro, quando o meu tio Mário me convidou para estar presente numa reunião, no café restaurante “o transmontano” em Sacavém, onde um grupo de loriguenses se juntava para preparar, mais uma vez, a vinda da nossa banda filarmónica. Acedi que iria e… levaria comigo mais um amigo, o Jorge Amaro!

Na semana seguinte, eu (A. Moura Brito) e o Jorge Amaro, conversámos bastante sobre essa reunião e combinámos levar como proposta, a juntar àquela em agenda, o propósito de irmos mais além. Esse além, consistiria em aproveitarmos este encontro de loriguenses com a nossa banda e, concomitantemente, disseminarmos a ideia da materialização de constituirmos uma associação.

Ao longo de várias reuniões levadas a efeito nesse restaurante, preparou-se, organizou-se e foi-se amadurecendo a ideia da associação, mas faltavam os estatutos e, principalmente o espaço. Apesar da inexistência do espaço, eu e o Jorge, fomos elaborando o projeto dos estatutos, apoiados em ideias do Dr. Bastos, com o qual reunimos várias vezes e, porque tínhamos conhecimento do seu entusiasmo por este ideário e, também porque sabíamos ter em seu poder um projeto de estatutos para uma liga de loriguenses. Foi um contributo louvável e muito encorajador!

A partir de então, nas várias reuniões realizadas, ao mesmo tempo que íamos preparando a vinda da banda, organizando e preparando a receção dos músicos, dirigentes e convidados para o almoço de confraternização de loriguenses, delineávamos as diretrizes orientadoras da constituição da associação.

Tudo estava preparado para que nesse almoço, realizado na Academia Recreativa e Musical de Sacavém, com a ajuda de mulheres loriguenses e amigas residentes em Sacavém foi decisiva e relevante e, na presença de quase duas centenas de comensais, eu tivesse alertado na minha comunicação, para a necessidade de levarmos em frente o projeto de constituição de uma associação. Tal foi a receção e o apoio recebido que, a partir de então, o grupo organizador do encontro, com a exclusão do Edgar Martins, que a ideia se foi afirmando e materializando, reunindo-nos inúmeras vezes na barbearia do meu tio Mário aos sábados e aos domingos.

Várias foram as reuniões entre nós (A. Moura Brito, Jorge Amaro, Mário Santos, Carlos Figueiredo, André Marmeleiro, José Ferrão, Mário Cruz, António Romano e António Matias que anuiu a um chamamento mais tardio) onde se discutiram, analisaram e delinearam as primeiras ações a implementar no futuro da novel associação dos amigos e naturais de Loriga – ANALOR.

Do contributo e saber de todos os presentes decidimos eu, o Jorge e o Carlos Ascensão, que seria convidado para fazer parte dos órgão sociais, ir apresentá-los no dia 5 de Março de 1987, num cartório da baixa lisboeta, onde duas loriguenses eram funcionárias. Nascia assim a ANALOR como instituição com a sua morada na casa do meu tio Mário… para depois e, após uma conversa na barbearia com o meu primo José Pina, nos garantir e disponibilizar um espaço físico de verdade, algures numa das suas casas devolutas, na rua José Augusto Braancamp em Sacavém onde se situaria a primeira sede da ANALOR e, onde passada uma semana se reuniria, no denominado “casarão”, um grupo de 17 (dezassete) loriguenses para a aprovação dos estatutos e nomeação dos primeiros órgãos sociais.

 

 Augusto Moura Brito

    fevereiro 2012

                                                                                                                                                                                                  

publicado por sacavem-actual às 15:27

29
Jan 12


Neste fim de semana pude, mais uma vez, ter a oportunidade de constatar, algo que já não consigo deixar só para mim, daí este pequeno texto e, que nos parece de gravidade suprema: a Junta de Freguesia não aparece nos eventos culturais ocorridos na cidade.

Não é a primeira vez que assisto a momentos congéneres e o executivo da Junta prima pela sua ausência. Estou a ficar incrédulo pelas sucessivas evasivas injustificáveis e reveladoras de um autismo total e global por tudo o que vai acontecendo na urbe.

Nos dias 27 e 28 de Janeiro, ocorreram dois eventos no Museu de Cerâmica; o primeiro sobre Educação promovido pela Câmara Municipal de Loures e o segundo, a apresentação pela EDITORIAL MINERVA da obra poética, SOPROS DE ALMA de Alda Carvalho – residente na cidade - com reflexões do Dr. Ângelo Rodrigues e da Profª Ana Benavente, seguido de um momento musical interpretado pelas jovens violinistas, Joana Morais e Patrícia Coelho. É sobre este último que considero de grave a falta do executivo.

O momento foi de cultura, paixão, afetos, estima, amizade, consideração e de poesia! Sim, de poesia porque os intervenientes refletiram com elevação as qualidades da gramática da obra poética em análise e da história do discurso poético enfatizado num ou noutro escritor. Além do pulular poético dos vários declamadores dispersos pela assistência, tivemos também um ambiente musical muito entusiástico protagonizado por duas jovens violinistas. Foi belo e gratificante termos ouvido os sons do compositor, violinista e guitarrista Niccolò Paganini em três apontamentos (peças).

Será que o executivo anda preocupado/atento aos rodeios políticos endógenos da família socialista ou atentos à nova ortodoxia sindical da CGTP? Estão afinal preocupados com aquilo que se antevia de óbvio. O Hospital de Loures não será para os moradores do concelho.

O mais importante será a sensibilidade cultural se revelar nestes atos do quotidiano e fruídos com a amplitude que nos merecem as gentes que residem na cidade. Não podemos ignorá-los ou abandoná-los como se fossem nossos inimigos ou adversários!

Bem sabemos que este (des)governo da maioria caraterizado pela veia liberalizadora e mortífera da política social conquistada pelos portugueses, não vá atingir os patamares do desaforo político mais atento às nomeações e à implementação de normativas que aprofundam as desigualdades e lançam para o desemprego milhares e milhares de portugueses provocando a miséria de muitas famílias.

A tudo isto… dizemos BASTA!

Os princípios da autarcia devem permanecer na gestão cuidada, atenta e criativa da cidade de SACAVÉM!

                                                                           Augusto Moura Brito

                                                                                janeiro 2012 

publicado por sacavem-actual às 19:50

07
Dez 11

 

Iliteracia associada a malvadez, talvez seja a matriz arroladora de alguns dos responsáveis do município senense.

Seja quais forem as razões ou elementos motivadores que movem estes servidores incautos, a nossa gramática matricial dos limites territoriais das freguesias do concelho de Seia, continuará aquela que há muito delimita e situa os covões de Loriga – zona de implantação da estação de sky da serra da estrela – como área de jurisdição da freguesia de Loriga.

 Como é possível que os serviços de cartografia do município de Seia, se tenham afastado da sua real função de servir e informar com correção?
Qual será a sua nova gramática orientadora de delimitação territorial?
Estarão ao serviço de quem?

Não concebo e talvez me seja difícil compreender porque razão os eleitos e representantes de Loriga na Assembleia Municipal nada questionem e avaliem tamanha ignobilidade…

 

Por qual trilho calcorreiam o Presidente da Junta de Freguesia e os representantes da Assembleia de Freguesia de Loriga?

 

Senhor Presidente da Câmara Municipal de Seia!...

Como é admissível que estas questões de indefinição do território tenham ocorrido?

Estamos conscientes de que o direito de presúria já teve a sua fase e vigência epocal. Vivemos num estado democrático e, por isso, permitam-nos invocar a sua responsabilidade para apurar quem foram os escribas desonestos e maus avaliadores de competências e direitos da cartografia hodierna.

Será que não dispõem dos meios técnicos e tecnológicos capazes de aferir corretamente as coordenadas?

 

Os loriguenses conhecem muito bem as intenções dos autores e promotores desta ideia absurda. Chegou a hora de defendermos o que é nosso, o que sempre foi nosso e continuará decerto a ser nosso!

O sentimento de pertença dos loriguenses está demasiado alicerçado no seu subconsciente e com certeza não irão tolerar a sua invasão e destruição.

 

Exigimos a reposição da verdade territorial!

O património de Loriga não permite tais desaforos e impulsos infames!...

Loriga e a comunidade loriguense, pugna pela veracidade jurisdicional do território concelhio…

 

Augusto Moura Brito

    dezembro 2011

publicado por sacavem-actual às 11:40

06
Nov 11

…continuação


De desabafo em desabafo, o gestor e diretor apenas dizia que agora a situação era nova e o que tinha de mudar eram os comportamentos e atitudes de desleixe sempre vividos e tomados por alguns. As orientações de momento, eram novas e quiçá, mais modernas, obedecendo aos padrões do marketing que orientavam e direcionavam o novo pensamento.

Mas nem sempre este comportamento era consentâneo com as situações assumidas. De vez em quando, alguns proferiam que assim esta situação não ia a lado nenhum, porque se viam humilhados e vexados e, se tal não fosse alterado, a instituição fábrica iria à insolvência e muitos postos de trabalho eram totalmente perdidos por este aventureirismo ingénuo, irresponsável e inconsequente.   

Com alterações e recuos, alguns novos passos positivos foram entretanto tomados em face de alguns ruídos recebidos e rapidamente interpretados e decifrados. Era um ar fresco que se expandia sobre alguns…aqueles que muita desconfiança ostentavam e exteriorizavam sobre a ação do diretor e gestor, assegurando assim, ser a melhor das atitudes entretanto desenvolvidas.

Mas, afinal, estes pequenos passos, não foram senão arrepios à sua condição de despótico e intolerante reiterado nas suas ações. Muitos chegaram a pensar que este estava demente ou então passava por uma fase muito difícil. A vida continuou sem saberem afinal para onde íam e quais os objetivos a atingir sendo o abismo a meta que todos avizinhavam e pressentiam. Mas, não era isto porque sempre se esforçaram e combateram! O labor foi sempre aproximarem-se do cimo da pirâmide e lutarem pela primazia do excelente, em prol da evidenciação das melhores competências e excelências dos seus produtos. Nunca foram daqueles que se acomodaram e fossilizaram. O seu orgulho era tamanho!...

Urgia atuar com rapidez e inteligentemente. Era fundamental olharem-no nos olhos e dizer-lhe que os erros cometidos sucessivamente e sem critério, iriam colocá-lo numa situação delicada, pondo em causa toda a identidade até aqui conquistada.

 

 

Augusto Moura Brito

    novembro 2011

                             

…continua!

publicado por sacavem-actual às 16:03

16
Out 11

 

Numa manhã de Outono, numa fábrica onde a tradição era continuar a obra de um passado que fora brilhante, acabava de chegar Antão Pampilho acompanhado dos seus escopos[2] para começar a sua atividade de diretor e gestor. O espaço era grande, murado, com árvores bem tratadas de pequeno e grande porte e comportava 4 edifícios adaptados e distribuídos numa orientação N/E.

No início da sua ação, iam-se vislumbrando sinais de que o novo quotidiano seria diferente e a nova gramática de gestão rotulada de reformadora e apoiada numa nova ideia de marketing que impunha ideias e propostas sem ter em consideração as pessoas, dizemos nós hoje com convicção, eram por si só um mau presságio para todos os que acreditavam numa praxis hodierna e consentânea com os horizontes de uma modernidade que se impunha e justificava.

Decorridos poucos dias, tal pressentimento e desejo era já considerado injustificável porque a situação agora era nova, o tempo não era muito e, também porque imediatamente se institucionalizaria um “modus vivendi” suportado na submissão e na desumanização assumida e indiferente ao trabalho individual e competente que doravante fora o timbre do sucesso e da primeira opção e escolha de muitas famílias ao longo de muitos anos. Havia contudo muitos que consideravam tal procedimento demasiado macabro e desajustado da realidade vivida.

Com muita timidez, foram-se interpelando pessoas e reanalisando metodologias para interpretar tal desiderato, mas tudo sem um sucesso imediato. Era necessário dar tempo ao tempo, diziam uns, não vale a pena esperar diziam outros, pois estas questões de comando exigem maturação e experimentação permanente, caraterística que não lhe observávamos nem lhe evidenciávamos, transferindo para o tempo, por sinal o guião mais acertado, de melhores e mais acertadas decisões.

…continua!

 

 

 

 Augusto Moura Brito

    outubro 2011

                             

 



[1] Aguilhão

[2] Observadores; espiões; vigilantes

publicado por sacavem-actual às 15:29

17
Set 11

O texto de hoje está dividido em duas partes distintas. Na primeira é nossa intenção descrevermos o que é um cartaz e os seus elementos principais e na segunda analisar em concreto um cartaz localizado em Sacavém…

 

Parte I

 

O CARTAZ é um dos suportes mais interessantes do discurso scripto[1].

Os elementos principais de um cartaz são: o tema, a ilustração, o texto, a cor, o foco e o equilíbrio.

O tema, consiste basicamente na ideia chave que se quer transmitir.           

Um cartaz deve ter apenas uma ideia chave de modo a que a mensagem seja muito clara para o destinatário.

A ilustração, refere-se ao desenho que existe no espaço comunicacional abrangido pelo cartaz. Uma ilustração pode ser constituída por desenhos, gráficos, fotografias, inseridos directamente no cartaz ou através de montagens gráficas. As ilustrações devem ser simples, claras e sem qualquer ambiguidade.

O texto, no interior do cartaz deve complementar a ilustração, de modo a que a transmissão da mensagem pretendida se faça da forma mais eficaz possível. O texto no cartaz deve poder ser lido de forma fácil, sem esforço. O texto no cartaz deve ser escolhido tendo em conta o estilo, tamanho, espaçamento, corpo de letra, ênfase, fundo, direcção.

A cor é essencial na concepção de um cartaz. Num cartaz deve haver policromia, mas sem abusar dela. É tradicional associar as cores a predisposições psicológicas das pessoas que os visualizam.

O foco é um local (grafismo, letra, dimensão de um objecto, mancha de cor, etc.) para onde o espectador dirige o primeiro olhar. É o local que vai determinar a qualidade comunicacional do cartaz. É no foco que está o essencial da mensagem. Sem um bom foco não há um bom cartaz.

O equilíbrio, os elementos num cartaz devem conter um certo equilíbrio. Os elementos num cartaz devem posicionar-se de acordo com figuras conhecidas – triângulos, quadrados, etc., mas evitando layouts demasiadamente formais e monótonos. A disposição dos elementos não deve ser anárquica.

 

Parte II

 

Hoje, o cartaz em análise,

é aquele que está situado junto aos pilares da ponte Vasco da Gama na zona da Expo delimitando a freguesia de Sacavém.

Segundo a classificação da tabela de Abraham Moles (1969), existem cartazes com funções de: informação, propaganda ou de publicidade, educativos, ambiência, estéticos e de criação.

O cartaz em questão tem uma função informativa e, como tal, é factual em virtude de nos fornecer uma indicação precisa, como é a localidade de Sacavém.

A análise que fazemos insere-se num discurso que chamamos de scripto, ver nota no fim do texto, e orientar-se-á seguindo a gramática comunicacional cujos parâmetros destacamos a negrito.

 

Contexto

O cartaz enquadra-se numa informação dos limites da freguesia de Sacavém.

 

Contexto institucional

O cartaz promove a divulgação da freguesia a todos os que a visitam.

 

Situação

O cartaz é exibido no exterior (outdoor), numa estrutura assente no solo posicionada na vertical.

 

Emissor

Responsáveis autárquicos (Junta de Freguesia de Sacavém).

 

Receptor

Os receptores serão todas as pessoas que visitam/passam na freguesia.

 

Meio e Canal

Os meios representativos utilizados são o cartaz exterior (outdoor). O canal, a visão.

 

Mensagem e Código

A mensagem principal é o apelo ao património existente em Sacavém, representado pelas imagens que protagonizam o cartaz, sugerindo um apelo à visita da capela de Nª Sª da Saúde, à igreja de Nª Sª da Purificação (matriz de Sacavém) e ao sifão sobre o rio Trancão.

A inserção dos três elementos patrimoniais, um deles quase oculto, têm como função destacar e potenciar o equilíbrio do foco e criar estímulos aos visitantes activos.

Na composição da mensagem, além da capela e do sifão sobre o Trancão muito destacados em contraste com a igreja matriz, dá-se um enfoque exagerado à expressão Cidade.

 A entidade emissora está bem evidenciada através da colocação no layout, na nossa opinião desequilibrada, do símbolo heráldico da freguesia. Relevam-se também o interesse dos poderes públicos e religiosos, como veículos privilegiados de informação e de propaganda, manifestando uma progressiva acessibilidade e difusão dos visitantes da localidade, numa sociedade que valoriza a história local e regional. Para concluir pensamos que também transparece a ajuda, na criação de laços entre o emissor e o receptor, reduzindo o isolamento nas sociedades urbanas massificadas.

 

Ruído

O ruído é multiforme, aparentemente representado pela expressão – cidade -, contribuindo para uma dificuldade de descodificação rápida da mensagem e exigindo dos receptores um esforço redobrado na compreensão óbvia que devia ser o apelo à defesa, preservação e divulgação do património histórico de Sacavém.

A colocação dos textos Bem – Vindo e Cidade de Sacavém no cabeçalho e rodapé respectivamente, levanta alguns problemas de descodificação da mensagem informativa, contribuindo assim para algumas dificuldades de associação com as imagens em concreto.

 

Redundância

A redundância coexiste na expressão cidade e no símbolo heráldico da freguesia que, por si só, já a representa e personifica.

 

Em conclusão, podemos afirmar que o cartaz é realmente melhor do que o anterior colocado no mesmo sítio, onde se referia ser Sacavém uma referência a oriente. Porém, poder-se-ia omitir a palavra cidade, porque além de constituir uma redundância e um ruído em termos comunicacionais, não consideramos realmente estar numa cidade, porque nela pouca coisa vai acontecendo!…

Fiquemo-nos com o epíteto.

 

 Augusto Moura Brito

    setembro 2011

                             

 



[1] DISCURSO SCRIPTO caracteriza-se pela disposição dos dados em superfície (independentemente da superfície ou natureza do material em que se encontram), pelo seu carácter estático e permanente.

 

 

 

publicado por sacavem-actual às 14:17

27
Ago 11

O que vi e aquilo que pude assistir durante estas férias, foi para esquecer e nunca mais reviver.

Vivemos um período mau…muito mau, asseguro-vos com frontalidade e sem rodeios e ambiguidades de espécie alguma. O que eu vi, foi triste e desolador!

Vi um país pobre, com pessoas tristes, abatidas e com uma esperança diminuída!

Vi, afinal, um território desertificado, queimado e muita miséria disseminada nos rostos e no quotidiano daqueles que perderam os seus empregos e que agora muitos lutam com todas as suas forças, mas que continuam infelizmente à mercê da caridade e da solidariedade de todos nós.

O abismo e o beco sem saída espreitam! A solução para muitos confrontados com esta realidade, é continuar a lutar …sem desesperar e acreditar sempre…sempre!

Contrastando com esta dura realidade, vimos outros ostentando uma feição alegre e pavoneando-se nos recintos das festas, nas procissões ou nas missas, apelando sordidamente à união e disponibilizando o seu apoio solidário para a defesa de causas. Não acreditemos nestas profecias. Sabemos afinal, que eles fazem também parte do lote daqueles que ajudaram a agravar alguns problemas e são responsáveis por este estado de “sítio”. Não são só os impostos decretados por este governo, mas também os impostos/taxas autárquicas que sobem sem cessar!…

Não é suficiente tocarem-nos insistentemente ao ouvido que vivemos um período de grande crise europeia e mundial, agravadas internamente, pelo cumprimento das imposições da “troika”.

Todos sabemos quem são os culpados! O resultado das incompetências e má gestão dos vários governos desde há uma década …é a razão e causa principal. Mesmo assim, continuamos, vezes sem cessar, ávidos a aguardar pela solução milagreira ou, então, a acreditar nas promessas surrealistas e intemporais, proferidas pelos seguidores dos “tachos” e das benesses acalentadas umas, idealizadas outras, durante as campanhas eleitorais.

Doravante, a nossa postura tem que ser outra, mas passará sempre pela via democrática. O ideal, será reivindicarmos atributos de competência, honestidade, eficácia, trabalho realizado e provas dadas, entre outras, ou então, imputar-lhes responsabilidade criminal pela gestão ruinosa.

Este será o novo paradigma na defesa do bem público e de evitar situações de uma economia doente e cuja cura tem exigido correspondência de muitos, sobretudo, daqueles que trabalham por conta de outrem e menos recebem.

 

Augusto Moura Brito

  agosto 2011

                             

publicado por sacavem-actual às 11:48

29
Jul 11

Com a instalação das primeiras fábricas, opera-se a transformação da paisagem, criam-se os primeiros empregos fabris, tipificam-se novas técnicas de laboração e transformação… surgem novas formas de desenvolvimento económico.

Foi assim, nos meados do século XIX que Loriga adquiriu uma imagem adulta e, modelando gostos e interesses tirados ao campo e ao pastoreio, foi crescendo e desenvolvendo, alterando o seu ambiente das ribeiras e a vida quotidiana de muitos trabalhadores do campo.

A realidade transformadora continua hoje sem cessar, mas sem o pulsar e o mesmo número de outrora, os mesmos interesses promocionais de então, a mesma ingenuidade e integridade da época, o seu “modus” económico, mas com a qualidade da mesma água e das mesmas gentes, capazes de mover montanhas, ofuscar e esquecer velhos do Restelo.                                      

Nas râmbolas… lugares de secagem dos panos das fábricas de lanifícios, ouviam-se por vezes as vozes trémulas, dos Zés, dos Antónios e dos Joaquins a dizer: …estica… estica… eu aqui, estou prestes, para cinco, seis horas depois, o trabalho rotineiro voltar. Era necessário voltar a transportar as “peças” para a ultimação…

Todos os dias, em especial durante a Primavera e o Verão, esta era a azáfama de muitos operários em Loriga.

                                        _________________#_________________

Os regos e as levadas que levam vida, força e prazer… estão a morrer!...

Vida, porque sob o olhar atento do girador possibilitavam ao agricultor regar os campos.

Força, porque faziam mover as grandes rodas, transformando a água em cavalos vapor.

Prazer, porque em criança tornavam possível a competição dos barcos feitos de carcódia, cortiça, casca de noz ou papel.

                                        _________________#_________________

Ribeira

Lugar de encantos e desencantos

nas… tardes de verão!

 

Ribeira

Rio pequeno onde corre,

sem parar,

a água que brota da serra e nos delicia nas cálidas tardes de Agosto!

 

Ribeira

Poço, trutas…

Praia fluvial… lugar de alegrias e amores!

 

...Desejo de BOAS FÉRIAS PARA TODOS!

Até Setembro!...

 

Augusto Moura Brito

    fjulho 2011

                             


publicado por sacavem-actual às 10:33

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