autoria, edição e produção de Augusto Moura Brito

24
Jan 17

O livro, Da Philarmonica Loriguense à Sociedade Recreativa Loriguense: um percurso histórico (1906 – 2016) da autoria de Augusto Moura Brito é um estudo histórico e resulta de uma pesquisa de quase dezasseis meses de intenso trabalho investigativo. A obra está estruturada em 13 (treze) temas 23 (vinte e três) capítulos e 20 (vinte) subcapítulos onde é tratada com minucia a história da Banda Filarmónica de Loriga desde a sua fundação (1906) até ao ano de 2016, portanto 110 anos de existência e de incomensuráveis histórias que ocorreram em muitos espaços e lugares.
A estrutura da obra:
No primeiro e segundo temas aflora-se a história das Bandas Filarmónicas na Europa e em Portugal e uma breve síntese da história de Loriga.
No terceiro e quarto temas edifica-se a origem da Sociedade Recreativa e Musical Loriguense, as biografias dos fundadores, os corpos sociais, as casas e sedes, o reportório, os maestros, os instrumentos, os músicos e os fardamentos com um acervo iconográfico importantíssimo.
No quinto e sexto aborda-se a importância da escola de música e as deslocações mais importantes e significativas.
No sétimo e oitavo presta-se uma homenagem aos músicos com 50 anos e relatam-se episódios ao longo dos 110 anos da sua existência.
Os restantes constituem o epílogo da obra com a inclusão de algum acervo.
O livro representa:
- a história de um percurso musical e cultural digno e repleto de muitas memórias e vivências que o tempo e a mente ajudaram a corporizar…
- a visibilidade e a marca identitária de uma Instituição, que soube durante todos estes anos ser um veículo de difusão de Loriga e da sua comunidade, caraterizada pelo seu espírito obreiro, pela sua qualidade hospitaleira e pelo seu pendor de devotar aos outros… durante o seu quotidiano vivencial… muita amizade.
- O apego e a importância dos loriguenses no Brasil na fundação da Banda.
Ao longo destes longos anos, procurou-se contextualizar as múltiplas vivências de todos os seus intérpretes com registos da história local e comunitária, de modo a conduzir o leitor a compreender melhor alguns dos episódios que comportam os conteúdos das narrativas levando-o a interpretar mais convenientemente o presente à luz do conhecimento do passado.
Segundo o prof. e maestro Sérgio Brito, cito:
“(…) é uma obra de uma riqueza de conteúdos notável e de grande rigor histórico. Dada a objetividade e profundidade da investigação e a abrangência dos seus conteúdos, deverá ser muito mais que um simples livro, devendo constituir-se como uma ferramenta de estudo e de consulta obrigatória.
Ao tratar-se da primeira narrativa impressa da nossa Banda de Loriga, será certamente um passo importante para que a sua história não se perca, pois é claro e evidente que importantes testemunhos e documentos desapareceram (…)”.
Segundo o dr. José Mendes, cito:
“(…) o livro - pela sua notável riqueza temática e densidade informativa, pela sua assinalável coesão expositiva e pela sua grande objetividade e rigor na descrição dos factos, com identificação das fontes - pode tornar-se uma obra de referência, de consulta útil, que muito ajudará à elaboração de outros trabalhos de investigação sobre Loriga. Ressalvando os naturais constrangimentos epistemológicos, que possam surgir, este livro desbrava algum caminho, para quem ousar escrever uma monografia sobre Loriga (…)”.


Augusto Moura Brito

    24/01/2016

publicado por sacavem-actual às 19:22

22
Jan 17

Desde a baixa idade média que a economia de Loriga assentava numa agricultura rudimentar, na pastorícia e na cultura da castanha para, nos primeiros anos de 1500, passar a ser um importante centro de tratamento e comercialização de panos e lã. A cultura do milho grosso em socalcos e a indústria têxtil chegam mais tarde, durante os séculos XVIII e meados do século XIX, respetivamente.
Sabemos que Sebastião de Figueiredo por carta de 19/06/1536 era escrivão das sisas dos panos de Loriga, Alvoco da Serra e Vila Cova e que em 27/5/1562, o seu filho Henrique de Figueiredo, veio a suceder-lhe no cargo.
Cerca do ano de 1600 Francisco Mendes nascido em Loriga em 14/1/1638 e casado em Valezim viveu de sua fazenda e trato de lã.
Alexandre Mendes, batizado em Loriga em 21/9/1649 e casado em Loriga em 3/4/1673, vivia da sua fazenda e dinheiro à razão de juro, ainda que nos anos anteriores vivesse do seu trato de panos de lã, que era o negócio da terra.
António de Figueiredo, falecido em 26/9/1698 e casado com Maria da Fonseca, natural de Loriga, é referido que aí viveram da sua fazenda e trato de lã. O seu filho Miguel de Figueiredo da Fonseca, batizado em Loriga em 29-9-1657, também viveu de sua fazenda e trato de lãs. O seu filho Manuel Mendes de Figueiredo, batizado em 1721, foi tabelião em Loriga e familiar do Santo Ofício, viveu do contrato de lãs e panos.
Também João de Figueiredo casado em Loriga em 17/9/1697, viveu em Loriga onde era mercador de panos e, casado com Maria Mendes, batizada em Loriga em 13/4/1677, filha de Manuel João, batizado em Loriga em 25/3/1638, contratador de panos de lã.

Augusto Moura Brito

       22/01/2017

publicado por sacavem-actual às 10:04

04
Jan 17

 

Em Sacavém o Partido Socialista continua a ser uma trapalhada!
Finalmente a justiça, embora morosa e embaraçosa, ditou JUSTIÇA…
Ocorre neste dia – 4 janeiro 2017 – a tomada de posse do novo Presidente da Junta de Freguesia, porque o reeleito há 3 anos PERDEU a cadeira.
Como é possível que os dirigentes locais, NÃO tenham tido o discernimento adequado para obviar um escolho que eles próprios provocaram?
Já lá vai o tempo em que o ultraje das leis foi DOGMA!… Hoje, os tempos, as pessoas, as realidades e os contextos são outros e a boa-fé, há muito que deixou de funcionar…
Urge acreditar nas competências e nos saberes que o racionalismo foi concebendo e NÃO no amiguismo e no compadrio caseiro e doentio institucionalizado.

 

Nota: 

O facto NÃO se viria a consumar porque o autarca e presidente Filipe Santos apresentou uma providência cautelar, levando a assembleia de freguseia a cumprir tal decisão.

Vamos ver como este imbróglio vai terminar...

A. Moura Brito

  04-01-2017

publicado por sacavem-actual às 19:45

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