autoria, edição e produção de Augusto Moura Brito

29
Jan 12


Neste fim de semana pude, mais uma vez, ter a oportunidade de constatar, algo que já não consigo deixar só para mim, daí este pequeno texto e, que nos parece de gravidade suprema: a Junta de Freguesia não aparece nos eventos culturais ocorridos na cidade.

Não é a primeira vez que assisto a momentos congéneres e o executivo da Junta prima pela sua ausência. Estou a ficar incrédulo pelas sucessivas evasivas injustificáveis e reveladoras de um autismo total e global por tudo o que vai acontecendo na urbe.

Nos dias 27 e 28 de Janeiro, ocorreram dois eventos no Museu de Cerâmica; o primeiro sobre Educação promovido pela Câmara Municipal de Loures e o segundo, a apresentação pela EDITORIAL MINERVA da obra poética, SOPROS DE ALMA de Alda Carvalho – residente na cidade - com reflexões do Dr. Ângelo Rodrigues e da Profª Ana Benavente, seguido de um momento musical interpretado pelas jovens violinistas, Joana Morais e Patrícia Coelho. É sobre este último que considero de grave a falta do executivo.

O momento foi de cultura, paixão, afetos, estima, amizade, consideração e de poesia! Sim, de poesia porque os intervenientes refletiram com elevação as qualidades da gramática da obra poética em análise e da história do discurso poético enfatizado num ou noutro escritor. Além do pulular poético dos vários declamadores dispersos pela assistência, tivemos também um ambiente musical muito entusiástico protagonizado por duas jovens violinistas. Foi belo e gratificante termos ouvido os sons do compositor, violinista e guitarrista Niccolò Paganini em três apontamentos (peças).

Será que o executivo anda preocupado/atento aos rodeios políticos endógenos da família socialista ou atentos à nova ortodoxia sindical da CGTP? Estão afinal preocupados com aquilo que se antevia de óbvio. O Hospital de Loures não será para os moradores do concelho.

O mais importante será a sensibilidade cultural se revelar nestes atos do quotidiano e fruídos com a amplitude que nos merecem as gentes que residem na cidade. Não podemos ignorá-los ou abandoná-los como se fossem nossos inimigos ou adversários!

Bem sabemos que este (des)governo da maioria caraterizado pela veia liberalizadora e mortífera da política social conquistada pelos portugueses, não vá atingir os patamares do desaforo político mais atento às nomeações e à implementação de normativas que aprofundam as desigualdades e lançam para o desemprego milhares e milhares de portugueses provocando a miséria de muitas famílias.

A tudo isto… dizemos BASTA!

Os princípios da autarcia devem permanecer na gestão cuidada, atenta e criativa da cidade de SACAVÉM!

                                                                           Augusto Moura Brito

                                                                                janeiro 2012 

publicado por sacavem-actual às 19:50

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