autoria, edição e produção de Augusto Moura Brito

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Desde a baixa idade média que a economia de Loriga assentava numa agricultura rudimentar, na pastorícia e na cultura da castanha para, nos primeiros anos de 1500, passar a ser um importante centro de tratamento e comercialização de panos e lã. A cultura do milho grosso em socalcos e a indústria têxtil chegam mais tarde, durante os séculos XVIII e meados do século XIX, respetivamente.
Sabemos que Sebastião de Figueiredo por carta de 19/06/1536 era escrivão das sisas dos panos de Loriga, Alvoco da Serra e Vila Cova e que em 27/5/1562, o seu filho Henrique de Figueiredo, veio a suceder-lhe no cargo.
Cerca do ano de 1600 Francisco Mendes nascido em Loriga em 14/1/1638 e casado em Valezim viveu de sua fazenda e trato de lã.
Alexandre Mendes, batizado em Loriga em 21/9/1649 e casado em Loriga em 3/4/1673, vivia da sua fazenda e dinheiro à razão de juro, ainda que nos anos anteriores vivesse do seu trato de panos de lã, que era o negócio da terra.
António de Figueiredo, falecido em 26/9/1698 e casado com Maria da Fonseca, natural de Loriga, é referido que aí viveram da sua fazenda e trato de lã. O seu filho Miguel de Figueiredo da Fonseca, batizado em Loriga em 29-9-1657, também viveu de sua fazenda e trato de lãs. O seu filho Manuel Mendes de Figueiredo, batizado em 1721, foi tabelião em Loriga e familiar do Santo Ofício, viveu do contrato de lãs e panos.
Também João de Figueiredo casado em Loriga em 17/9/1697, viveu em Loriga onde era mercador de panos e, casado com Maria Mendes, batizada em Loriga em 13/4/1677, filha de Manuel João, batizado em Loriga em 25/3/1638, contratador de panos de lã.

Augusto Moura Brito

       22/01/2017

publicado por sacavem-actual às 10:04

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