autoria, edição e produção de Augusto Moura Brito

05
Set 20

01A indústria têxtil na vila de Loriga no sécul

02A indústria têxtil na vila de Loriga no sécul

03A indústria têxtil na vila de Loriga no sécul

04A indústria têxtil na vila de Loriga no sécul

05A indústria têxtil na vila de Loriga no sécul

06A indústria têxtil na vila de Loriga no sécul

07A indústria têxtil na vila de Loriga no sécul

08A indústria têxtil na vila de Loriga no sécul

09A indústria têxtil na vila de Loriga no sécul

 

publicado por sacavem-actual às 15:00

02
Set 20

01As calamidade do século XX em Loriga e a COVID-

02As calamidade do século XX em Loriga e a COVID-

03As calamidade do século XX em Loriga e a COVID-

04As calamidade do século XX em Loriga e a COVID-

05As calamidade do século XX em Loriga e a COVID-

 

publicado por sacavem-actual às 12:15

01Indústria Têxtil Loriga.JPG

02Indústria Têxtil Loriga.JPG

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publicado por sacavem-actual às 11:49

13
Abr 20

CapelaSantoAntónioLoriga.jpg

A capela de Sto. António era maior em dimensões do que a capela de Nossa Senhora do Carmo - pequeníssima e com um oratório que não comportava um cento de pessoas - e tinha na frente um alpendre que comportava tanta gente como a própria capela.                                                       

Descrição do Pe. António Lages

 

Ainda não conseguimos precisar a data exata da construção primitiva da capela de Sto. António – havemos de lá chegar - mas o que podemos dizer e baseado em pesquisas realizadas em escritos nas atas da Irmandade das Almas de Loriga, no jornal “Echos de Loriga” de Belém do Pará, na ata da Junta da Paróquia de Loriga, cujo Presidente era o Monsenhor António Mendes Gouveia Cabral e nos textos do Pe. António Lages, a capela de Sto. António, tem uma bela, mas conturbada história para contar.

Nas atas da Irmandade de 15/04/1883 a 15/05/1884 está escrito no exórdio, cito: “… do dito anno na capella de santo António, servindo de Egreja Parochial d´esta freguesia de Loriga se procedeu…”

No jornal “Echos de Loriga” publicado em 28 outubro de 1906 em Belém do Pará, na página 3, cito:

“…Ahi tendes aos vossos olhares a capela de santo António, que se não fora o orgulho de alguém, já podia estar reconstruída, graças aos esforços dos mordomos de 1905 e a boa vontade do povo em geral que acolheu a ideia de abraços abertos. E o que aconteceu quando eles já estavão da pose de uma boa quantia de dinheiro. Foi a ideia ficar em pantanas, e devolverem o dinheiro a quem o tinha dado bem contra gosto de alguns senhores, porque os mordomos viam que em vez de estarem trabalhando para o fim almejado, dava-o o contrário. Actualmente não há quem queira servir as diferentes confrarias, porque, em vez dos mordomos para zelar pelos interesses para que são nomeados, servem sim, mas é de criados da Junta. Bem fizeram os mordomos da N.S. da Guia, no corrente anno, que entregarão a mordomia à senhora Junta”.

Na ata da Junta da Paróquia de 20/01/1909[1] o seu Presidente, o Monsenhor propôs e José Fernandes Carreira[2] escreveu, cito:

“… que como a junta sabe existem nesta freguesia duas capellas, uma sob a invocação de Nossa Senhora do Carmo e outra de Santo António achando-se esta situada no cemitério antigo. Que as referidas capellas ameaçam ruína e necessitam de ser reconstruídas ou pelo menos de grandes reparações para continuarem a poder ser frequentadas pelos fiéis. Que presentemente não há meios para de promto se fazerem essas obras. Que nestas circonstancias lhe parecia ser de conveniencia e até de necessidade remover as imagens existentes nas referidas capellas para a egreja parochial com a decencia devida até que as referidas capellas sejam reedificadas ou compostas depois do que no seu intender as imagens devem novamente ser colocadas nellas e convidou a junta a deliberar o que lhe parecesse conveniente sobre estes assumptos. A Junta tomando na devida consideração e exposto e apreciando devidamente a proposta de senhor Presidente resolveu approvar a proposta do senhor Presidente deliberando por unanimidade que as imagens de Nossa Senhora do Carmo e de Santo António fossem removidas para a egreja parochial com a decencia devida e alli se conservassem até que as respectivas capellas[3]fossem reconstruídas ou reparadas devidamente”;

O Pe. António Lages escreve no arrolamento realizado em 15/01/1912[4], transcrito nos seus textos de 1951, cito:

 “…como tendo somente as paredes construídas e que a primitiva tinha sido substituída porque ameaçava ruir e não foi reedificada segundo o estilo primitivo”;

E por último, ainda do Pe. António Lages, já na qualidade de pároco da freguesia de Loriga - iniciou em julho de 1910 – escreveu, que a capela só foi restituída ao culto no ano de 1923, mas logo interdita pelo Prelado em 06/06/1925, interdição que durou até princípios de maio de 1927.

Esta narrativa é o resultado de uma investigação cuidada e intensa, realizada ao longo de anos. Acaso ocorram novas descobertas cá estaremos novamente para atualizar o seu conhecimento.   

Perante estes dados e circunstancialismos, podemos concluir o seguinte:

  1. Que a estrutura, que a capela apresentava quando da autorização do Bispo da Guarda - ofício de 19/06/1974 - era aquela que estava a ser reconstruída e descrita no arrolamento de 1912, e não a primitiva;
  2. Que à estrutura primitiva, entre os anos de 1884 e 1912, tenha ocorrido algum constrangimento destrutivo e, por isso, é descrita no arrolamento de 1912, como estando a ser reedificada, mas não seguindo o estilo primitivo;
  3. Que em 1905 a mordomia e o povo tentaram, mas em vão, a sua reconstrução;
  4. Que as obras na capela de Sto. António se iniciaram depois do ano de 1909, após terem sido levadas as imagens para a igreja matriz;
  5. Que na reconstrução levada a efeito entre os anos de 1909 e 1923, foram utilizados os materiais de forma clássica, sobretudo os acrotérios[5] e o pequeno frontão triangular que encima o lintel da porta principal;
  6. Que a construção primitiva possa ter ocorrido na 2.ª metade do século XVI ou na 2.ª metade do século XVIII, devido aos elementos arquitetónicos que chegaram até nós e, se apresentam hoje, “pouco cuidados”.

 

Não vamos desistir, resta-nos continuar a trabalhar até conseguirmos a data e o estilo da sua primitiva construção, mas chegou-me aos ouvidos[6], que ela era semelhante à capela de S. João[7] em Valezim. Uma curiosidade: a capela de Sto. António também tinha um alpendre, onde alguns agricultores moradores na Carvalha joeiravam e secavam o milho ou centeio quando o tempo estava de menor feição.

Para compreendermos melhor o que aconteceu à capela de Sto. António, o melhor será ater-nos na data da demolição definitiva no ano de 1974. Vamos verificar o que as atas da JFL nos dizem, mas antes disso, começo por afirmar de que a questão da capela de Sto. António, é um assunto que assume contornos envoltos de alguma perplexidade e hoje ainda carecem de explicação.

Porém, todos sabemos que a necessidade de requalificar o espaço onde estava implantada, era passível de maior ponderação e bom senso, pois sempre seria salva a palavra dada ao senhor Bispo!

A negridão que se seguiu posteriormente, atormentou muita gente boa! Hoje, o que resta é um “nicho” que o Bispo da Guarda não desejava e o nome de Largo Sto. António, onde esteve implantada a capela primitiva, os únicos a persistirem continuadamente.

Augusto Moura Brito

13-04-2020

[1] O Presidente da Paróquia era o Monsenhor António Mendes Gouveia Cabral.

[2] Meu tio bisavô, pai de António Fernandes Carreira e, claro, irmão do meu bisavô, Manuel Fernandes Carreira.

[3] O terramoto que assolou Loriga no ano de 1881 causou estragos na igreja matriz, mas só viria a desabar em 31/10/1882. É muito provável que tenha deixado marcas destrutivas nas capelas de Nossa Senhora do Carmo e Sto. António porque no ano de 1909 ameaçavam ruir.

[4] Foi feito em 15/01/1912 pelo Pe. António Mendes Cabral Lages sob exigência do Presidente da CMS, o bacharel António Borges Pires, o aspirante de finanças Amandio Rodrigues Frade e o cidadão António Cabral vogal da Junta da Paróquia de Loriga e indicado para a Comissão.

[5] Quer os acrotérios, quer o frontão triangular, são elementos escultóricos tipicamente clássicos. Será que os acrotérios e o frontão triangular, por serem elementos/formas tipicamente clássicas e nela existentes, apontam o início da construção primitiva? O classicismo do século XVI (sobretudo na 2.ª metade) e o neoclassicismo, da 2.ª metade do século XVIII, podem ser a sua matriz construtiva original.

[6] Por ser uma fonte oral, continuamos a ter dúvidas! Vamos continuar… é um imperativo.

[7]A Capela de São João, tem uma planta retangular, com um alpendre sustentado por quatro colunas cilíndricas, que assentam numa base quadrangular e terminam em capitel. No seu interior é visível um único altar com um pequeno retábulo pintado a dourado.

 

 

publicado por sacavem-actual às 09:46

15
Fev 20

Quem sabe e NUNCA esquece LORIGA... dá com paixão o seu contributo!

Uma memória que todos os loriguenses deviam sentir... querer e fruir continuadamente.
A vida e o trabalho em Loriga conjugam-se como de um SER único e indivisível se tratasse...
Obrigado pelo contributo António Luís de Brito.

Apresentação1.jpg

 

publicado por sacavem-actual às 12:04

01
Dez 19

Desde a baixa idade média que a economia de Loriga assentava numa agricultura rudimentar, na pastorícia e na cultura da castanha para, nos primeiros anos de 1500, passar a ser um importante centro de tratamento e comercialização de panos e lã. A cultura do milho grosso em socalcos e a indústria têxtil chegam mais tarde, durante os séculos XVIII e meados do século XIX, respetivamente.
Sabemos que, entre os anos de 1516 e 1800, Loriga tinha um papel importante na economia e na política local… Os cargos de escrivão das sisas dos panos, de tabelião do público e judicial e de escrivão dos órfãos, em concomitância com o viverem da sua fazenda e trato de lã, conferiram aos que os exerceram,  um papel de serem os melhores e mais honrados da vila

Assim, temos:
• Por carta de 25/11/1516, vemos Pedro de Gouveia, no cargo de escrivão das sisas dos panos de Loriga, Alvoco da Serra e Vila Cova.
• Por carta de 19/06/1536 vemos Sebastião de Figueiredo, proprietário dos ofícios de tabelião do público e judicial e de escrivão dos órfãos de Loriga e Alvoco da Serra. Por carta de 04/12/1538, foi nomeado escrivão da câmara e almotaçaria das mesmas vilas.
• Por carta de 27/5/1562, vemos o seu filho Henrique de Figueiredo, suceder-lhe no cargo de proprietário do ofício de escrivão das sisas dos panos de Loriga e Alvoco da Serra. Renunciou no ano de 1577.
• Sucedeu-lhe Pedro Mendes, sucede-lhe em 1577, renunciando em 22/06/1609. Morre em Loriga em 20/11/1633 onde eram dos melhores e mais honrados da dita vila.
• Maria de Figueiredo que casou com Gaspar Fernandes o Velho que foi proprietário do mesmo ofício por renúncia de Pedro Mendes.
• Sucedeu-lhe no cargo António de Figueiredo o Velho, que casou com Maria da Fonseca natural de Loriga onde faleceu em 26/09/1698 e viveram. Eram gente boa e da principal da vila, que vivia de sua fazenda e trato de lã.
• Sucedeu-lhe no cargo seu filho António Figueiredo o Moço, batizado em 22/09/1649 e casado em Loriga em 08/02/1679 com Inês Cardoso natural de Loriga filha de Manuel Cardoso natural de Soito da Ruiva, freguesia de Pomares e sua mulher Maria Cristóvão natural de Loriga, referidos como gente boa e da principal da vila que vivia de sua fazenda e trato de lã.
• Sucedeu-lhe o seu filho Manuel de Figueiredo, referido como membro da Irmandade das Almas de Loriga. Casou em 17/10/1720 com Josefina Pinto falecida em Loriga e com testamento de 24/04/1758 filha de Francisco Pinto e Ana Lopes.
• Depois desta data vemos no cargo Pedro de Figueiredo, filho de Gaspar Fernandes o Velho, batizado em Loriga em 05/06/1624 e casado em Loriga em 05/10/1653 com Maria Mendes, batizada em Loriga 28/12/1635, filha de Francisco Mendes.
• Sucedeu-lhe seu filho Domingos de Figueiredo, batizado em 03/02/1658 e casado duas vezes: a 1.ª com Catarina Magro de Vila Cova à Coelheira e a 2.ª com Sebastiana Nunes.
• Sucedeu-lhe Domingos de Figueiredo, que casou com Teresa Tomás filha de José Nogueira e Águeda João que viveram em Sandomil.
• Sucedeu-lhe Miguel de Figueiredo da Fonseca, filho de António de Figueiredo o Velho e de sua mulher Maria da Fonseca, batizado em Loriga em 29/09/1657 e casado em São Romão em 07/02/1701 com Maria Mendes de Abreu, aí batizada em 07/09/1681, filha de Simão Duarte e de sua mulher Luísa Mendes.
• Sucedeu-lhe Manuel Mendes de Figueiredo, batizado em setembro de 1721 e tabelião em Loriga e familiar do Santo Ofício em dezembro de 1773. Vivia do contrato de lãs e panos, tendo de suas fazendas, que se reputam de 4.000 cruzados o rendimento de 200.000 reis. Casou em Sameice a 06/02/1765 com Maria Joaquina da Cunha e Abreu, aí batizada em 04/04/1734, filha do capitão Gabriel da Cunha Lobo de Abreu e sua mulher Brígida de São Bernardo de Figueiredo.
• Sucedeu-lhe Crisóstoma Delfina do Patrocínio e Cunha nascida a 20/03/1776 e casou em Oliveira do Hospital a 13/01/1809 com José Mendes de Abrantes nascido em Gavinhos de Cima, filho de Agostinho Mendes e sua mulher Maria Josefa.
• Sucedeu-lhe João de Figueiredo, filho de António de Figueiredo e sua mulher Maria da Fonseca. Casou em Loriga a 17/09/1697 com Maria Mendes, aí batizada a 13/04/1677, filha de Manuel João, aí batizado a 25/03/1638, sendo contratador de panos de lã, e de sua mulher Maria Mendes já viúva de Francisco Antunes, casados em Loriga a 06/08/1673, neta materna de Gaspar Fernandes o Novo e de Maria Lopes. Viveram em Loriga onde eram mercadores de panos.
• Sucedeu-lhe João de Figueiredo, batizado a 17/01/1702, contratador de panos, casado em Sandomil a 20/10/1738 com Engrácia Luísa de Moura Castanheira, nascida em Carragosela e batizada em Espariz a 11/0/1712 que fora viver para Sandomil na companhia de um tio, António Vieira, filha de Manuel Rodrigues Saraiva e sua mulher Mariana de Moura.
• Sucedeu-lhe o Dr. João de Figueiredo de Moura, nascido a 10/08/1750, formado e graduado em Cânones entre 1762 e 1768. Cavaleiro da Ordem de Cristo, desembargador da Relação no Rio de Janeiro, Provedor da Fazenda, Desembargador da Casa da Suplicação por carta de 10/12/1827. Casou na capela da Senhora da Ponte em Sandomil com Ana Joaquina de Magalhães e Abreu Castelo-Branco em 28/01/1782, nascida em Sandomil em 09/09/1758 filha de João Félix de Abranches e sua mulher Teodora Angélica de Magalhães de Abreu Castelo-Branco.
• Sucedeu-lhe Maria de Figueiredo da Fonseca, filha de António Figueiredo e sua mulher Maria da Fonseca, batizada em Loriga a 07/11/1663 e casada em Loriga a 13/11/1699 com Paulo de Gouveia, também batizado em Loriga a 22/01/1657, sargento-mor de Loriga, Alvoco da Serra e Vila Pouca, já viúvo de Paula Mendes Castelo-Branco.
• Sucedeu-lhe Paula da Fonseca, batizada a 08/07/1700 e casada em Loriga a 26/04/1731 com João de Brito, aí batizado a 11/09/1710, filho de Manuel João, aí batizado a 18/05/1681 e sua mulher Catarina de Brito, aí batizada a 20/01/1678 onde casaram a 15/06/1706. Viveram em Loriga onde eram dos principais da mesma vila.
• Sucedeu-lhe João de Brito, batizado a 30/05/1736, casou com sua prima Águeda Mendes Francisca, aí batizada a 28/05/1739, filha de Manuel Francisco Bordalo e sua mulher Maria Mendes de Figueiredo.
• Sucedeu-lhe Maria Teresa, casada com António José Mendes de Brito, nascido em Loriga a 03/04/1756, monteiro-mor da mesma vila por carta de 31/08/1791, filho de José de Brito e sua mulher Luísa Mendes. Viveram em Loriga.
• Sucedeu-lhe Luísa Maria do Carmo Mendes, nascida a 19/05/1794 e casada com José Luís Amaro de Castro, filho de Manuel Luís Amaro e sua mulher Catarina Luís.
• Sucedeu-lhe Maria Benedita Luís de Castro, nascida a 01/04/1824 e casada com seu primo 2.º Plácido Luís de Brito.
• Sucedeu-lhe Ana Mendes, filha de Pedro de Figueiredo e sua mulher Maria Mendes, natural de Loriga, onde casou a 03/10/1709 com Manuel Francisco Bordalo, daí natural e já viúvo, com geração, de Madalena de Brito, filho de António Francisco Bordalo e sua mulher Águeda Fernandes. Viveram em Loriga.
• Sucedeu-lhe António Francisco Bordalo, batizado a 10/06/1714 e casado em Alvoco da Serra a 11/10/1738 com Catarina Luís, daí natural, filha de Manuel Luís e sua mulher Ana Fernandes. Viveram em Loriga.
• Sucedeu-lhe Catarina Luís, nascida a 24/04/1747, casada com Manuel Luís Amaro, natural de Loriga e nascido a 16/04/1744, filho de Manuel Luís Amaro, aí batizado a 08/07/1712 e sua mulher Maria Josefa Galvão, aí batizada a 10/06/1714 e aí casados em 15/06/1741. Viveram em Loriga.

 

Baseado em:

GONÇALVES, Eduardo Osório. Raízes da Beira – Genealogia e Património: Da serra da estrela ao vale do Mondego. Dislivro Histórica 2006 e resultantes da análise das - Chancelarias de D. João III, D. Manuel I, D. Sebastião, D. Filipe II, D. Filipe III, D. Maria I, D. João VI, D. Pedro IV – da ANTT.

 

Augusto Moura Brito

01/12/2019

publicado por sacavem-actual às 19:34

27
Ago 19

No ano de 1997, quando da comemoração dos 500 anos da reforma dos forais, o Arquivo Nacional da Torre do Tombo e a Fundação Casa de Bragança, levaram a efeito um conjunto de ações com o objetivo… de jamais se esquecer a ação do rei de D. Manuel I em relação aos forais.
A sua determinação em mandar recolhê-los - carta régia de 22 de novembro de 1497 - devido aos abusos neles introduzidos serem muitos e, mandá-los reformar - carta régia de 5 de fevereiro de 1506 - seriam fulcrais para acabar com as devassas consequentes, nomeando uma Comissão, composta pelo Doutor Rui Boto, do seu Conselho, Chanceler-mor do Reino; João Façanha, seu Desembargador e Fernão de Pina, Cavaleiro da sua Casa.

Afirmava D. Manuel I, “[…] Fazemos saber que vendo nós como o ofício do Rei não é outra coisa senão reger bem e governar seus súbditos em justiça e igualdade, a qual não é somente dar a cada um o que seu for mas, ainda, não deixar adquirir nem levar, nem tomar a ninguém senão o que a cada um direitamente pertence […].
E querendo tudo remediar como com toda clareza e verdade se faça, Mandámos trazer todos os forais das cidades vilas e lugares de nossos reinos e as outras escrituras e tombos per que nossas rendas se arrecadam […]”.
Segundo Francisco Nunes Franklin, na MEMÓRIA PARA SERVIR DE ÍNDICE DOS FORAIS DAS TERRAS DO REINO DE PORTUGAL E SEUS DOMINÍOS, foi o cronista Damião de Goes, considerando quanto para bem reger seus súbditos, e para melhor cumprimento da inteira e igual justiça, convinha regular os direitos de cada uma das cidades, vilas e lugares; deu-lhes leis particulares (além da reforma das ordenações antigas, que fez compilar para todo o Reino) acerca da polícia, juízo, impostos, privilégios e condição civil de cada uma delas.

É neste contexto que Fernão de Pina, recolhe a documentação e as justificações vindas dos concelhos, elabora os apontamentos para cada foral novo que são minutados despacha com o Chanceler-mor e com o Desembargador que dão pareceres jurídicos com vista à redação final do foral novo executada pelos calígrafos e iluminadores, seguindo um esquema próprio.
Os Forais: modos de fazer e estruturar:
• A tabuada.
• O preâmbulo.
• Os Capítulos.
• Elaboração de 3 exemplares.
• Fernão de Pina faz a revisão e envia a Rui Boto (Desembargador) rubrica com Rcos todos os forais na última folha e indica a vila a que se destina.
• Fernão de Pina faz o termo de registo no Tombo (Leitura Nova) e assina.
• Finalmente o foral é encadernado e levado por quem tem a incumbência dos forais sendo entregues às autoridades das vilas, fazendo-se termo de publicação num dos fólios deixados em branco.
• Após a entrega do foral, outros registos lhe foram acrescentados.
• No caso de uma câmara eram registadas as atas de vereação.
• No caso de um senhor laico, podiam ser registados termos de um almoxarife.
• No caso do foral novo de Semide, as freiras mandaram registar nos fólios seguintes, em branco, um translado autêntico de uma certidão pedida à Torre do Tombo, respeitante à doção do couto, muito mais antiga portanto, mas por ser igualmente importante foi apensa ao foral.

Ao invés de outrem que refere a existência de forais mais antigos dados a Loriga, no século XV, ninguém vislumbrou a existência de nenhum. Ora vejamos a lista - ordenação alfabética - concebida nesse século e que consta no Livro dos Forais Velhos na página da letra L.

Imagens do Livro dos Forais Velhos

PT-TT-LN-42_c0009.jpg

PT-TT-LN-42_c0014.jpgForais desde os primeiros anos da nacionalidade até à reforma manuelina.

Conclui-se que NENHUM Foral antigo foi dado a LORIGA!

 

O códice foi assinado por Damião de Góis (f. 1 a 110; 121 a 132) e pelo licenciado Gabriel Gil (f. 111 a 120).

No frontispício está inscrita a data de 1552, e no f. 158 surge a data de 1554 numa nota sobre o erro verificado na leitura das datas, por Damião de Góis.

 

Augusto Moura Brito

27 agosto 2019    

 

 

publicado por sacavem-actual às 11:27

04
Out 17

Com diálogo TUDO vai ser mais fácil...

...de hoje em diante o ditame é o trabalho e o diálogo permanente!
O futuro é agora o presente em construção continuada...
É necessário e urgente fazer um levantamento das opiniões/sugestões recebidas e, agilizá-las com o programa que foi sufragado pelos eleitores, chamando ao seio dos vitoriosos, todos os que desejam e pretendam trabalhar em prol de uma Loriga com futuro. ...
O apelo ao trabalho colaborativo é agora a ferramenta de um trabalho diário insistente... persistente e... percursor de um futuro que a agenda delimitará e constituirá, sempre compaginável com a humildade que decerto vai caraterizar a ação.
Os adversários serão a arrogância, o despotismo e a derrota fácil!
A decisão colaborativa, a leitura de consensos e o bem-estar social e económico dos loriguenses, serão a metodologia e a chave predominante da nossa luta sistemática!
Decidir bem e sempre em benefício de Loriga e dos loriguenses... será o lema e baluarte de trabalho...

Com Loriga... com FUTURO

Augusto Moura Brito

       out2017

 

publicado por sacavem-actual às 16:11

30
Set 17

É um movimento que aglutina e é impulsionador dos valores... das atitudes... das vontades dos loriguenses que desejam uma vila com FUTURO sustentável e uma referência no turismo da Serra da Estrela!

Loriga tem Futuro, é potenciadora da mudança e da erradicação do velho paradigma que tem caraterizado a gestão autárquica...
Queremos VIVER numa terra onde o diálogo com as pessoas estão primeiro, ajudando-as e apoiando-as na concretização das suas ideias e ...da sua criatividade.
Exigimos a modificação da comunicação, salvaguardando sempre Loriga e a sua envolvência natural e ambiental.
No dia 1 de outubro VOTA... VOTA!

Loriga tem FUTURO... sim!

Augusto Moura Britio

        set2017

 

 

 

 

publicado por sacavem-actual às 16:05

04
Set 17

Um conjunto de REFLEXÕES para quem triunfar nas AUTÁRQUICAS - 2017 na vila de LORIGA.

 

Sem embargo e pretensões de qualquer espécie, apenas concentrado no FUTURO de LORIGA, vou elencar um conjunto de INICIATIVAS - passíveis de implementação - que, doravante, o futuro executivo comece por pugnar e exigir ao poder municipal, ao governo central e aos privados, de modo a suscitar um clima de sustentabilidade local que, alicerçado em infraestruturas mobilizadoras, suscite e agilize bens duradouros de riqueza na comunidade. 

Assim começo por inventariar:

  • Instalação de bombas de combustí­veis (criando parecerias ou avançar sozinha);
  • Dotação na Praia Fluvial de aparcamento para mais utentes com carro;
  • Legalização de simbologia heráldica que obedeça às regras institucionalizadas;
  • Continuar a realização dos eventos: Loriga vila lusitana (anualmente) e comemoração do Foral e realização da Feira Medieval (de 5 em 5 anos);
  • Defender a criação de núcleos museolóicos temáticos: a pastorícia, do pã e do têxtil;
  • Criar um banco de dados promocionais do turismo local e regional nas vertentes da Natureza ambiental e defendendo com intransigência os valores do Fontão de Loriga do vale glaciar das Caminhadas e dos socalcos.

Mais coexistem, estamos recetivos à partilha e à participação!

Comunga connosco deste ideário realista...

Vamos AJUDAR no que for necessário...

JUNTOS serão a FORÇA indispensável para construir um FUTURO mais sustentável...

 Augusto Moura Brito

      4/9/2017

publicado por sacavem-actual às 11:52

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